terça-feira, 2 de novembro de 2010

Crianças com síndrome de Down podem praticar atividade física?



Para os profissionais que vão trabalhar com essas crianças, é preciso conhecer muito bem as características físicas para melhor executar o seu trabalho. As características são: Olhos - pálpebras estreitas levemente oblíquas, com prega de pele no canto interno chamada de prega epicântica; Íris - pequenas manchas brancas chamadas de manchas de Brushfield; Cabeça - geralmente menor e a parte posterior levemente achatada; Boca - pequena e muitas vezes se mantém aberta, com a língua projetando-se para fora; Mãos - curtas e largas; Musculatura - de modo geral mais flácida; Orelhas - pequenas e conduto auditivo estreito; Dedos dos pés - geralmente curtos, com espaço maior entre o dedão e o segundo dedo. Algumas crianças têm pés chatos.
É importante lembrar que não existem diferentes graus de síndrome de Down. As crianças maiores vão ser mais ou menos desenvolvidas de acordo com as oportunidades dadas pela sociedade durante o seu crescimento. Elas se desenvolvem de maneira bastante semelhante às crianças normais, porém com um ritmo um pouco mais lento.
Entre os profissionais de saúde da equipe multidisciplinar, o fisioterapeuta e o de Educação Física cuidarão do desenvolvimento psicomotor em cada etapa. A hipotonia é uma característica presente desde o nascimento e tem origem no sistema nervoso central, afetando toda a musculatura e os ligamentos. Espontaneamente tende a diminuir com o passar dos anos, mas essa recuperação pode ser acelerada com estímulos adequados desde o nascimento. Como toda criança, as portadoras da síndrome irão controlar a cabeça, rolar, sentar, arrastar, engatinhar, ficar de pé, andar, correr, saltar e arremessar, exceto se tiver outro problema além da síndrome. Elas irão brincar e explorar toda variedade de movimento, dominando o equilíbrio, a postura, a coordenação motora e a noção espacial, desde que tenham espaço. Portanto, as crianças com síndrome de Down precisam de cuidados, não de exageros a ponto de deixá-las isoladas do mundo.
Esse trabalho psicomotor, segundo orientação do Ministério da Saúde encaminhada aos profissionais, deve enfatizar: o equilíbrio, a coordenação de movimentos, a estruturação do esquema corporal, a orientação espacial, o ritmo, a sensibilidade, os hábitos posturais e os exercícios respiratórios. As brincadeiras na areia com diversos tipos de material estimulam a sensibilidade e a criatividade. Outras brincadeiras comuns na infância, tais como pular corda, jogar amarelinha, jogos de imitação, brincadeiras de roda, subir em árvores, caminhadas longas, brincar no parque no balanço, escorregador e gangorra, fazem parte do estímulo psicomotor global. Claro, tudo tem que ser acompanhado de perto, mas sem interromper a criatividade e a audácia da criança. A interferência só deve existir quando houver risco à saúde ou de vida, mesmo porque não dá para prever o quanto cada uma irá desenvolver. Erroneamente, no passado essas crianças eram rotuladas como deficientes mentais e hoje se sabe que elas apenas têm um desenvolvimento mais lento.

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